quinta-feira, 4 de junho de 2009

Nação despedaçada pt5

Após alguns segundos de estagnação, Willian correu para a rua, procurando encontrar indicios de homem encapuzado. Mesmo que aquele realmente fosse seu pai, não haveria o que fazer para que ele entendesse que as duvidas que ele trazia consigo eram maiores do que ele conseguira esclarecer até então.

Voltou ao bar, procurando saber mais do Grande Visionario, que ele acabara de descobrir que existia realmente e que esse mesmo homem que existia e que estivera ali por instantes era seu pai.

Seu pai. Dele, que sempre fora solitario por ter perdido a mãe tão cedo e por não ter conhecido figura alguma da presença paterna em sua infancia. Suas noites tinham sido estranhas e nem mesmo um acalento, uma canção em seu nome fora cantada para que ele pudesse aprender que a escuridão era apenas a ausencia da luz.

E por que somente agora ele fora conduzido até o saber daquela instituição anonima, escondida nas sombras do segredo? Sua vida fora ruim, mas agora tudo começara a dar certo. Conseguira um emprego bem remunerado, onde poderia progredir em uma carreira visivelmente sem limites.

Passara anos a procura de algum sinal daquela familia que ele sabia que estava em algum lugar. E agora, que tudo parecia estar se encaminhando para alguma solução cabivel e realmente util, ele fora convocado para aquela sociedade reacionaria.

- Meu jovem, acredito que esteja bastante desanimado por não ter conseguido falar com ele. Mas creia, essa não foi a primeira e não será a ultima intercessão que ele fará em sua vida, pois os olhos do grande visionario estão por toda a parte.

- Eu só queria algumas respostas. Preciso saber o motivo de ter conseguido encontrar nas mensagens esparças que recebemos pela midia a chave para esse local, que eu nunca imaginei existir.

- Willian, Willian, voce é extremamente esquecido. Já esteve aqui por diversas vezes, juntamente com seu pai. Você, alias, participou de dois dos nossos primeiros congressos de decisões da sociedade.

- E por que eu não me recordo de nada disso? Deveria haver ao menos um vislumbre das coisas que fiz nesta época.

Foi então que uma voz familiar e bastante conhecida chamou-o.

- Will, você está aqui?

Olhou para trás e viu que ali, logo atrás dele, estava Mandy.

Continua.

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